quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O samba-rock que ainda respira e muito bem



Vencedores do 23º Prêmio Tim de Música Brasileira, Melhor Grupo, pelo álbum Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa, a banda originada no bairro de Candeias mostra que com quase trinta anos permanece na ativa preservando a excelente qualidade musical caracterizada desde sua fundação encabeçando o manifesto "Caranguejos com Cérebro" originando posteriormente o Manguebeat, um dos mais importantes movimentos criado pela contracultura recifense no século XX.

Buscando aprimorar a estética particular transmanchine, desenvolvida pela própria banda, como forma de remodelar elementos do shake e samba através da cultura de raiz pernambucana faz do disco lançado ano passado, contendo onze composições inéditas, um dos mais peculiares da discografia recente. Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa faz jus a personalidade construída em meio tantos anos, músicas com temática envolvendo o cotidiano a exemplo de "Ela é Indie".



Criado em 1984, mas só apenas lançando o primeiro disco dez anos após de fundado sob título Samba Esquema Noise, clássico incontestável e um dos melhores trabalhos na representação do manguebeat tornando-se um marco não apenas para o grupo e sim para toda uma geração em formação ligada a cultura popular local. Bandas como o próprio Mundo Livre S/A, Chico Scense & Nação Zumbi, Faces do Subúrbio e a extinta Mestre Ambrósio que apesar de apresentarem diferentes gêneros estavam interligadas enquanto movimento.

No momento o grupo liderado por Fred 04 segue em turnê tendo shows previstos neste mês nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia divulgando a nova composição da discografia recentemente premiada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro mostrando a boa fase atual. Em entrevista ao site Rock-o-Rama Fred comentou da vontade de criar um projeto musical paralelo ao Mundo Livre S/A com parceiros de grupo e convidados especiais, mas ainda sem nome ou data pré-definidas demonstrando que ainda tem muita música para cantar.


ÁLBUNS LANÇADOS

Samba Esquema Noise (1994)

Talvez junto com Da Lama ao Caos de Chico Sciense & Nação Zumbi seja o maior expoente do movimento manguebeat apresentando a vertente marcante do último grande movimento musical brasileiro do Século XX.

Aclamado como um dos melhores discos dos anos 1990 e mais tarde como um dos melhores de todos os tempos nacionais. Apresentando canções como Manguebit, Livre iniciativa e Homero, o Junkie.

Guentando a Ôia (1996)

Lançada dois anos após o brilhante álbum de estréia, tão boa quanto, este contempla trazer novas canções, algumas com batidas mais frenéticas do que no antecessor a exemplo de Roendo os restos de Ronald Reagan, que não faz referência ao ex-presidente norte-americano.

Outras músicas de destaque são: Leonor, Destruindo a camada de ozônio, Free word, Computadores fazem arte, Desafiando Roma, Militando na contra-informação.

Carnaval na Obra (1998)

Terceiro disco e último na década de 1990. Quem sabe junto com Afrociberdelia (1997) de Chico Sciense & Nação Zumbi e Fuá na casa de Cabral (1998), Mestre Ambrósio, represente o auge do Manguebeat já que em seguida passa ter menor destaque como movimento.

Composto pelas músicas Ultrapassado, Maroca, Negócio do Brasil, O africano e o ariano, Compromisso de morte entre demais forma um bom, mas não excelente álbum.

 Por Pouco (2000)

Pode ser que seja o cd com a maior quantidade de letras que caíram no gosto popular como as belíssimas Meu Esquema e Garota de Ipanema, numa versão estilizada, do eterno clássico de Vinícius de Moraes.

Por Pouco é o álbum mais próximo da MPB que o grupo tenha feito ao longo desses anos preservando a autenticidade do samba apresentada na canção de abertura O mistério do samba.

O Outro Mundo de Manuela Rosário (2004)

Após a discografia impecável de Por Pouco, um dos melhores trabalhos até aqui, Fred 04 junto os componentes do Mundo Livre S/A trazem letras ora cômicas ora engenhosas retratando a confusão presente no cotidiano das pessoas por impasses envolvendo situações políticas ou pessoais misturando aspectos já tão presente como a criatividade e espontaneidade, mas sempre prezando pela variedade de gêneros como maracatu, samba, rock e fortes batidas eletrônicas.

Bebadogroove - EP (2005)

Até agora o único projeto realizado em vinil. Contendo sete faixas entre elas a inteligente, não é para menos em se tratando de Mundo Livre S/A, Laura Bush tem um senhor problema com uma sonoridade digna de todos os méritos recebidos pelos arranjos da canção.

O experimentalismo nas músicas assim como a criatividade sempre esteve presente no repertório da banda e Bebadogroove é a síntese dessa composição.

Combat Samba - E Se a Gente Sequestrasse o Trem Das 11? (2008)

Coletânea de algumas músicas já gravadas e a inédita Estela (A Fumaça do Pagé Miti Subitxxy) é o que forma este cd, não fica entre os melhores já criados, porém, mesmo assim passa longe de ser considerado ruim.

No repertório estão letras como O mistério do samba (Por Pouco), Livre iniciativa (Samba Esquema Noise) e A expressão exata (Carnaval na Obra).

Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa (2011)

Sétimo e no momento último disco lançado pela gravadora Coqueiro Verde e que busca relembrar projetos anteriores, chegando mais próximo de Por Pouco, precisamente, do que qualquer outro.

Melodias de fácil compreensão e sonoramente leve, já tão presente, como Constelação carinhoca e O Velho James Browse já dizia remetendo idéia de antigas marchinhas de carnaval de blocos.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A excessividade da trilogia Millennium



Após ser lançado em 2008, primeiramente na Suécia e em seguida para o resto do mundo, a série Millennium do autor Stieg Larsson, falecido antes das publicações de suas obras, logo se tornou recordista de vendas por onde passasse caracterizando desta forma como verdadeiro best-seller no qual trás a dupla formada pelo editor da revista Millennium, Mikael Blomkvist, jornalista sensato que busca desmantelar vários escândalos envolvendo o governo sueco; e a jovem investigadora Lisbeth Salander, provida de um temperamento explosivo.

Dito se tratar de uma coleção forte que busque revelar a complexidade das personagens, ações controvertidas e consequências das ações movida às vezes pela verdade, sobrevivência ou vingança até sendo exageradamente chamado de o "Crime e Castigo do Século XXI" a narrativa apresentada nos três volumes contém alguns mistérios que se não chegam ser surpreendentes ao termíno causam satisfação quando reveladas por Larsson justificando a fórmula do bom romance policial, induzir pequenas descobertas que contribuam para o desenvolvimento seguro da trama.

Não dá para elevar ao patamar clássico de Dostoiévski, Millennium está mais próximo da trilogia vivenciada pelo professor universitário Robert Langdon e distante da perfeição ao qual foi intitulado ou quase sendo uma versão escrita de Jason Bourne e sua luta para recuperar a identidade em meio conspirações. Tal afirmação não procura desmerecer, ambos exemplos são bem valorizados cada qual em sua área, mas assim sendo uma agradável leitura, porém, pouco daquilo tão falado.


O melhor comparado aos demais. Uma ambientação sombria, misteriosa e violenta cercada pela dúvida de quase quarenta anos que atormentam Henrik Vanger, influente empresário aposentado membro de uma importante família, sob o desaparecimento de sua sobrinha acreditando que ela tenha sido assassinada por alguém próximo passando assim desconfiar de todos seus parentes incluindo dos próprios pais da garota mesmo após tantos anos.

Enquanto isso Mikael Blomkvist, protagonista da série junto com Lisbeth, é condenado à prisão devido ter perdido uma importante causa contra um poderoso magnata. Aproveitando da situação Henrik convence Mikael mudar-se para a ilha na qual mora com o restante da família tendo como real objetivo reabrir as investigações pelo mistério por trás do desaparecimento da então jovem sobrinha e como pagamento possíveis provas sobre a culpa do magnata que o prejudicou.

Paralelamente Lisbeth Salander, a garota da tatuagem de dragão, está no meio de uma forte crise envolvendo seu novo tutor já que ela apesar da maior idade é considerada incapaz por conta do passado traumático justificando dessa maneira parte da personalidade destrutiva. Trabalhando numa empresa ligada aos interesses de Henrik Vanger termina envolvida no caso da garota supostamente morta começando dessa maneira a parceria com Mikael.

Intrigas à parte o teor denso misturando questões relacionadas à violência principalmente contra mulheres sejam elas físicas, psicológicas ou sexuais partindo muitas vezes de alguém próximo faz do livro o melhor e mais completo do conjunto. A personagem Lisbeth é bem construída, até mais desenvolvida do que Mikael, o enredo agrada aos adeptos dos romances investigativos, a premissa é bastante interessante, mas peca em algumas passagens tornando extensas demais.

Talvez se a trilogia Millennium começasse e terminasse com este exemplar, sem fazer necessário continuações, poderia ser que o impacto da obra tivesse sido mais forte, entretanto, apesar do final satisfatório Stieg Larsson deixa algumas pontas servindo de ganchos para os outros volumes que passam explorar o senso de justiça de Mikael e a busca por vingança da exótica Lisbeth reforçando teorias conspiratórias que são completamente desnecessárias.


O começo do declínio. A trama gira em torno do mundo da espionagem e os personagens passam desfrutar de uma perfeição artificial principalmente por parte de Mikael Blomkvist que de jornalista voltado as facaltruas políticas torna-se uma espécie de detetive como única razão resgatar Lisbeth da perigosa teia mortal na qual se encontra envolvendo assassinatos, a origem da sua psicose e o drama familiar formado pela mãe doente e o pai cruel.

A garota da tatuagem de dragão é acusada das mortes de três pessoas, sendo uma delas responsável pelos maus tratos sofridos no primeiro livro, e um casal ligado a uma das matéria mais escandalosa da Millennium desde o episódio do magnata relacionando personalidades suecas com prostituição e tráfico de mulheres. Para complicar Lisbeth Salander simplesmente some dando entender as autoridades que é culpada passando ser considerada doente mental pelo fato de no passado ter sido interna de um hospital psiquiátrico.

Surge ainda a figura de um homem descomunalmente forte que atravessa o caminho de Lisbeth, primeiro despercebido, mas gradativamente tentando todo custo prejudicá-la enquanto essa parte desenvolve Mikael depara-se com segredos de estado da Suécia estando mesmo indiretamente relacionado ao passado da problemática garota e descobre que quem passa ter conhecimento desses fatos termina morrendo.

O pecado principal deste é transformar Lisbeth Salander, personagem incontestavelmente forte, numa mulher-maravilha: ela vira especialista em disfarce, invade apartamentos, cria armadilhas complexas, luta contra homens do triplo de seu tamanho. Apesar da boa construção psicológica, dos traumas da infância, da magoa decorrente uma vida desfarcelada é exagero dar esse rumo, de pessoa incompreendida à justiceira implacável para até quem pouco tempo atrás era figura de desconfiança aos demais do seu convívio.

Outro fator que ainda deve ser apontado é a maçante quantidade de páginas irrelevantes contendo fragmentos de subtramas que em nada vão ajudar colocadas para ocupar espaço sem serventia alguma. Entre deslizes, o livro compensa por sua agilidade perante ações de aventura, mas sem ter alto grau de suspense fazendo-o inferior ao primeiro, contudo, devidamente concluído como ponte para a última parte.


O menos empolgante e o mais óbvio. A partir daqui não terá grandes reviravoltas no mundo até então apresentado confirmando apenas os desfechos das inúmeras pontas deixadas entre a transição do segundo para o terceiro volume sem qualquer acréscimo de informação considerável sendo burocrático, morno, e até pouco desafiador enquanto ato final demonstrando certo desgaste aos personagens e as características já amadurecidas.

Após acontecimentos que finalizaram a segunda parte Lisbeth Salander agora terá de responder na justiça os diversos crimes que está sendo acusada além de ter de lutar por sua inocência também precisará batalhar por sua vida, devido revelações envolvendo o mais alto escalão do governo sueco numa inimaginável rede de corrupção tão bem arquitetada que se revelada poderá mudar o destino do país perante seus governantes.

O jornalista Mikael Blomkvist continua investigando para ajudar sua parceira e desmascarar os verdadeiros culpados, mas agora ele não está sozinho, possui um grupo de aliados incluindo sua irmã, Annika Giannini, advogada que irá defender Lisbeth, e o inspetor de polícia Jan Bublanski, este indo contra as provas levantadas pela promotoria por acreditar faltar elementos cruciais na acusação partindo em sua própria busca.

Chega ser fadonho tal processo, circulando entre os mesmos elementos, causando o desgaste falado anteriormente, deixando ser guiado pela estrutura concebida para a série, tudo passa encaixar sem mais empolgação, tanto Mikael e Lisbeth não tem para onde crescerem, o apogeu de um acontece logo no primeiro livro e do outro no segundo. A Rainha do Castelo de Ar é apenas formalidade para completar a trilogia.

Fora pormenores o enredo cativa por mostrar uma figura deslocada numa sociedade feroz, apesar de não mostrar essa faceta diretamente, mas relacionada aos fatos criados a cada capítulo, das circunstâncias e motivações tanto partindo dos benfeitores ou malfeitores. Stieg Larsson soube criar um plano de fundo bem composto, entretanto, insólito em alguns momentos só que como leitura de cabeceira entretém sem maiores exageros.


VERSÃO GRAPHIC NOVEL

Aproveitando para adaptar em novas mídias, primeiro sendo a versão cinematográfica sueca com os três livros lançados em 2009 e uma americana produzida neste ano narrando o início da trama, chegou a vez da garota da tatuagem de dragão também ganhar as páginas da arte sequencial pela editora Vertigo.

O projeto encabeçado pela escritora escocesa Denise Mina acompanha do desenhista argentino Leonardo Manco e do também desenhista italiano Andrea Mutti, todos com passagens por edições de Hellblazer. A trajetória da trilogia Millennium será divida em seis publicações, apresentando a primeira parte de "Os homens que não amavam as mulheres" agora em novembro.

Por aqui, provavelmente, seja lançada pela Panini Brasil já que esta traduz edições da Vertigo, mas ainda sem saber se será lançada simultaneamente ou se terá de esperar.


STIEG LARSSON, O AUTOR

Apesar da construção de uma das séries literárias mais bem sucedidas da atualidade não dá para colocar Stieg Larsson entre um dos melhores escritores dos últimos tempos como também alguns fizerem até porque ele concluiu apenas essa obra sem ter tido oportunidade de desenvolver novas para se ter uma idéia da solidez de sua biografia enquanto romancista.

Escrever um bom livro não significa ser necessariamente um bom escritor, já teve casos de pessoas começarem sua carreira no meio elogiadas só que com passar dos lançamentos irem caindo de produtividade da mesma forma como alguns tão criticados melhorarem.

Infelizmente devido a morte do autor não saberemos em que perfil se encaixa, na de um excelente contador de histórias ou mediano, mas o importante é saber que se não fez uma trilogia tão estimada quanto imaginada ao menos garante passar o tempo sem desperdício.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O mal se tornou global

Há pouco menos de uma semana entrava no circuito nacional a quinta parte do blockbuster Resident Evil iniciada exatos dez anos subintitulado "O Hóspede Maldito" arrecadando mundo afora US$ 102 milhões trazendo a bela atriz Milla Jovovich no papel da protagonista Alice e como de se esperar arrebentando tudo que represente perigo garantindo assim um bom entretenimento aos fãs da história apocalíptica.

UM FILME PARA QUEM GOSTA

A série cinematográfica baseada no universo do survival horror criado pela Capcom para um de seus mais bem sucedidos jogos que também dá nome aos filmes divide opiniões até entre o público adepto ao estilo por não condizer boa parte da trama live-action com a dos jogos.

Como é de se esperar a nova produção não agrada a muitos dos cinéfilos já que boa parte destes falam que a história não possui conteúdo e se baseia apenas nas cenas de ação abarrotadas durante toda projeção buscando algo neste tipo de filme que não condiz com a proposta.

A inédita empreitada da heroína tem início em meio acontecimentos do final do quarto episódio, dos quais não cabe aqui falar, sendo responsável por uma excelente abertura muito bem auxiliada pelo 3D em meio tiros e explosões enquanto Alice luta contra um pequeno exército exibindo todas agilidade que a transformou em figura tarimbada do cinema de ação.



UM ROTEIRO QUE TAMBÉM AGRADA

É fato que não se pode esperar uma imensa "criatividade", dependendo do ponto de vista que seja considerado criativo, de uma franquia nos moldes do aqui em questão tirando a pancadaria. Mas, desde o último capítulo lançado em 2010 quando se imaginava não ter forças para uma nova sequência trazendo um possível recomeço, na verdade demonstrando ser o início do fim, essa continuação reforça justamente esse fator, logo haverá uma conclusão para toda trama.

Nesta passagem vemos a protagonista tentando fugir de um laboratório no qual foi confinada deparando com uma realidade até então desconhecida: ela não foi a única a ser experimento da organização responsável pela destruição mundial. Devido a isso personagens de filmes passados retornam ao contexto ora como pessoas normais vivendo suas vidas ora como soldados impiedosos onde se anteriormente eram aliados aqui deixam de ser.



CENAS DE AÇÃO DE TIRAR O FÔLEGO

Se não pode aguardar um roteiro complexo com aprofundamento nas personagens ao menos sabe que as cenas de ação possuem seu valor e como tal recheada por lutas, perseguições e combate armado contra os integrantes da Umbrella além dos zumbis e criaturas malignas.

Sem revelar o conteúdo existem passagens por locações russas, japonesas e americanas, todas guardando desafios extremos a exemplo do esquadrão zumbificado do exército vermelho equipados com motosserras e metralhadoras, dos perigos de um labirinto comandado pela vilã digital Rainha Vermelha, originada logo no primeiro filme.

Michelle Rodriguez é um dos bons destaques por aquilo que melhor sabe fazer, ser casca grossa. Durante boa parte do tempo aparece empunhando armas de fogo, bem ao seu estilo, participando do duelo contra a resistência anti-Umbrella que tem como missão resgatar Alice dos maus feitores e dar início a libertação global.


Em sua passagem pela Comic-Con 2012 a atriz ucraniana de 36 anos Milla Jovovich afirmou que sempre é desafiador interpretar Alice porque em cada produção lançada é necessário recriar a personagem e apesar de ser um papel forte também existe o lado sentimental e nesse ela estará envolvida com a maternidade da heroína em meio ao caos.

Segundo o diretor Paul W.S Anderson, marido de Milla, ainda roteirista e produtor do novo longa, o ciclo de Alice está perto de ser concluído o que deve acontecer com a sexta parte, sem previsão de estréia, fazendo deste a ponte para encerramento da mais bem sucedida adaptação para cinema de um jogo de videogame acumulando cerca de US$ 700 milhões só com bilheteria excluindo venda de dvds e blu-rays, camisetas e outros produtos relacionados aos filmes.

Para Anderson, responsável por comandar a primeira e as duas últimas sequências da produção, um dos motivos do sucesso da série deve-se as mulheres porque são elas a base de sustentação enquanto os homens são coadjuvantes. Além de Milla Jovovich presente em todos os filmes conta com participação de Michelle Rodriguez (O Hóspede Maldito, Retribuição), Sienna Guillory (Apocalipse, Retribuição) e Ali Later (A Extinção, Recomeço).

DE RESTO É SÓ APROVEITAR

Simpatizando ou não com Resident Evil é certo afirmar como cine pipoca é incontestável sua qualidade enquanto passatempo por ter elementos que se não o torna numa produção digna de premiações pelo roteiro ou atuações faz deste para aqueles que vão ao cinema querendo ver tiros, lutas e mulheres exuberantes em roupas cada vez mais apertadas sem se preocupar com muita coisa a mais é diversão garantida.

Aos adeptos do existencialismo onde em tudo procuram colocar fatores de Stanley Kubrick, Quentin Tarantino, Martin Scorsese, Woody Allen e outros maravilhosos diretores em tudo o que vê não é recomendado talvez prefiram assistir a excelente comédia dramática de origem francesa Intocáveis que também está em exibição.

Já os que por diversos motivos não gostam do universo construído ao longo dos dez anos da cinessérie é melhor passar longe, mas aos fãs é certeza de ver um ótimo filme.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Recomeçando a jornada

Após longo tempo de inatividade o Desventuras Inimagináveis volta a ter suas publicações periódicas procurando trazer informações dos mais variados assuntos prezando primeiramente pelo respeito mútuo entre leitores e blog assim como uma boa difusão de idéias sejam elas de quaisquer caráter, mas sempre de forma responsável.

Criado em outubro de 2010 o espaço procura apresentar textos contextualizados envolvendo o que acontece no cotidiano em diferentes setores presente na sociedade atual, contudo, partindo do princípio de uma visão que busque diferenciar o olhar crítico sobre determinado tema a ser abordado por uma visualização completa e ao mesmos tempo de fácil entendimento.

Durante a reformulação do blog, talvez por falta de experiência de quem vos escreve, postagens anteriores terminaram sendo apagadas do arquivo, uma verdadeira pena, entretanto, dando a oportunidade de recomeçar.  Agora é aguardar por novas aventuras, ou melhor, desventuras.