quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um novo começo para Jack White

Após ajudar repaginar o cenário musical durante os anos 2000 juntamente com sua ex-esposa e ex-companheira de palco, Meg White, a quem afirmar ter carinho de irmão, através da extinta banda The White Stripes e outras dos quais ainda participa ou participou como The Raconteurs, Jack White finalmente lançou em parceria com a Columbia Records seu primeiro trabalho de fato solo em abril do ano passado, Blunderbuss.

Partindo do princípio em analisar o novo projeto do múltiplo cantor pelos últimos trabalhos sejam eles consequentes dos álbuns gerados das bandas dirigidas The White Stripes, The Raconteurs, The Dead Weather, o mais recente, ou ainda pela participação em projetos fechados a exemplo de Rome, dividindo atenções com Norah Jones numa homenagem as trilhas sonoras do cinema western spaghetti e por tabela ao maestro italiano Ennio Morricone, pouco parece ter no quesito inovação dando impressão de déjà vu.

Claro, não se poderia aguardar que em tão pouco tempo fosse feito algo totalmente diferente do apresentado até o momento, mas de alguma maneira sempre deixando na expectativa um novo componente, aqui isso não ocorre, entretanto, insinua resgatar características que terminaram colocando em evidência durante a última década obtida principalmente com The White Stripes e mostra desse fator é a canção "Sixteen Saltines", eleita pela revista Rolling Stones uma das 50 melhores músicas de 2012.

Nessa nova fase do cantor Blunderbuss é a tentativa de criar algo exclusivamente seu originado da identidade construída a cada disco lançado anteriormente, quem sabe uma busca intrínseca, não dá para discordar que o novo projeto é sem dúvida mais um trabalho competente, seguro e bem executado impregnado com o que melhor Jack White sabe fazer, provocar. Contudo, não é o seu melhor álbum, mas passa ser significativo devido tamanho passo dado por alguém que já não tem nada a provar.
 

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