domingo, 17 de março de 2013

Resistindo, mas prestes a sucumbir

Durante algum tempo locadoras eram espaços de diversão garantida, principalmente aquelas que se encontravam em bairros residenciais; opções como parte da programação do final de semana quando a pessoa ia até um desses lugares para alugar dois ou três filmes e passar o restante do descanso vendo algo bacana juntamente com uma pipoquinha e refrigerante acompanhado da família, amigos, namorada ou até mesmo sozinho, mas quase sempre acontecia de reunir algumas pessoas, sendo assim, indiretamente contribuindo para certa interação social além das amizades que terminavam sendo construídas com quem trabalhava nesses locais.

Da época do VHS, hoje em dia peça de museu, aos por enquanto definitivos blu-rays esses estabelecimentos sofreram grandes mudanças para adaptar as necessidades que foram surgindo com os anos. Assim como aconteceu com as farmácias que na atualidade estão mais com cara de lojas de conveniências as locadoras passaram pelo mesmo processo para atender outras vontades dos seus clientes a exemplo oferecer lanches, entretenimento físico como bilhar, lan house (prevejo o tempo deles também estarem acabando) e até aluguel de jogos para consoles, prática que literalmente já tinha sido extinta.

A atual concorrência desses lugares não está pouco metros numa locadora rival, entretanto, na facilidade de baixar filmes via internet pirateado ou legalmente, no grande aumento de assinaturas pelas tvs pagas e que muitas delas apresentam locadoras internas antes os pay per view pagos e agora sintemas grátis das operadoras como TelecinePlay e Now, os preços acessíveis de dvds à vendas nas lojas são parte dos motivos que culminaram com a decadência desses simpáticos estabelecimentos e de alguns de grandes franquias internacionais com o Blockbuster, entrou em concordata em 2010, e em 2011 foi vendida para a rede de televisão paga Dish Network.

Se existe um imenso bombardeio contra esses lugares que representa ameça real, parte da solução para não chegar a ter de fechar as portas foi oferecer além dos serviços extras se desfazer de alguns dos exemplares vendendo aos locadores por preços em conta, prática que terminou virando comum no ramo, com isso diminuindo drasticamente a cartela de muitas lojas desse tipo comércio, o que antes eram locais diversificados, com um grande fluxo de pessoas e produtos acabou transformado em verdadeiros centros fantasmas.

Chega ser triste acompanhar de perto a ruína inevitável das locadoras de filme, quem for cinéfilo assíduo fica ressentido, - eu mesmo fico -, no entanto como tantos outros negócios este é apenas mais um fadado encontrar seu trágico destino a exemplo das casas de fliperamas, não aquelas encontradas nos shoppings, mas aquelas de bairro onde se pagava R$ 1 pela hora seja fosse no Super Nintendo ou então no PlayStation. Talvez no futuro, não tão muito distante, não haja mais espaço para esse tipo de ambiente, necessidades velhas tem de ser substituídas por novas e com isso certas coisas precisam deixar de existir restando apenas o saudosismo.

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