terça-feira, 13 de agosto de 2013

A vez dos Jaegers

Não é de hoje que filmes contendo robôs e monstros gigantescos estão em evidência no cinema e na televisão, por volta dos anos 50 do século XX tivemos a primeira aparição do icônico Godzilla, em 1960 o nostálgico Ultraman começava a fazer uma fiel legião de fãs que se estenderia pelas décadas seguintes, durante o período de 1990 os Power Rangers, na época grande sucesso junto ao público infantil, ganhava seu primeiro longa-metragem além da série televisiva, todos podendo ser considerados de grande importância decorrente os momentos vividos.

Nos últimos anos com surgimento das aventuras live-acions da cinessérie Transformers, baseada num seriado animado originalmente de 1984, os gigantes cibernéticos novamente voltaram despontar no cenário cinematográfico, considerado por muitos cinéfilos a produção com assinatura do diretor Michael Bay e produção Steven Spielberg é vista com maus olhos não devido a qualidade visual, esse ponto é inegável toda minuciosidade, mas pelo roteiro frouxo e pouco convincente onde tudo é resumido a tiros, explosões, piadas clichês sem grande sentido.

Agora pelas mãos do versátil Gillermo Del Toro a onda de robôs colossais ganhou seu mais novo segmento nas grandes telas, Círculo de Fogo, ou no título original, Pacific Rim, ambientado num futuro a beira do apocalipse onde o planeta passa sofrer ataques dos misteriosos Kaijus, criaturas emergidas de uma fenda localizada no oceano pacífico, e para combatê-los são construídos os Jaegers, controlados por uma dupla de pilotos que tem como objetivo proteger a humanidade no qual cada país envolvido no projeto tem ao menos uma unidade robótica.

A premissa apresentada na recente produção da Warner Bros. é similar ao anime Neon Genesis Evangelion, sendo o mundo invadido por seres conhecidos como "Anjos" e defendidos pelos EVAs controlados por pilotos, aqui adolescentes. A semelhança não fica somente nas criaturas, contudo, também na narrativa priorizando o desenvolvimento psicológico dos principais personagens e suas motivações, na animação chega ser perturbador o andamento da estória, culminando com um embate filosófico, mas no longa não chega seguir afinco esse caminho.

Para quem gosta de filmes pipocas que contenha algum conteúdo, além da diversão proposta, essa nova empreitada do realizador do cultuado Labirinto do Fauno (2006) acerta em cheio ao conseguir mesclar diferentes aspectos sendo as excelentes sequências de ação, roteiro conciso, personagens interessantes, incluindo o manjado alívio cômico, todos elementos devidamente encaixados. Pode não ser um dos melhores filmes do ano, e nem tem essa pretensão, para os mais descuidados talvez nem soubesse da existência, contudo, agrada pelo resultado final.

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