quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A até logo fevereiro do próximo ano

O mês de fevereiro foi corrido em todos os sentidos para mim e por isso praticamente o blog não contou com atualizações semanais como costumeiramente acontece devido "desventuras" ao longo desses dias pelos mais diferentes motivos desde um merecido descanso, por sinal mais do que preciso, no período do carnaval até desde alguns fatos envolvendo o lado profissional, que nos últimos tempos anda meio cambaleante, mas agora em março novamente o espaço deverá voltar a sua normalidade.

Apesar da agitação presente em fevereiro, acreditem o ano mal começou e já surgiu uma série de coisas que faz qualquer um perder o juízo, entretanto, esses tipos de acontecimentos fazem parte do cotidiano de qualquer pessoa, e nem tudo foi somente correria e prazos apertados para entregas de alguns projetos freelancers, concluí um conjunto de peças gráficas para a Kappa do Brasil e em simultâneo um trabalho para o América Futebol Clube do Recife, sem contar algumas novas oportunidades que terminaram surgindo neste mês e que em breve devem ser confirmadas.

No geral não há do que reclamar, é bem melhor ter uma vida agitada do que entregue as moscas, apenas é uma forma de esclarecer a pouca movimentação no blog neste mês que se encerra e com a chegada de março também será o momento de retomada do Desventuras Inimagináveis como sempre com suas atualizações semanais que já começa de fato na próxima semana. Então é isso, para quem acompanha o espaço, até mais.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O inverno está chegando...



Não é de hoje que a série escrita por George R.R Martin virou best-seller mundial, o primeiro livro, A Guerra dos Tronos, foi lançado originalmente na metade dos anos 90, precisamente em 1996, e por bom tempo passou desapercebido no Brasil até que no início da última década ganhou sua primeira publicação nacional após quatorze anos, mas o que também terminou contribuindo para tamanha popularidade deve-se ao fato do blockbuster produzido pela HBO para televisão intitulada com o nome do primeiro livro, Game of Thrones (2011), um dos grandes sucessos do canal.

A ambientação lembra ao mundo criado por J. R. R. Tolkien que mescla elementos fantasiosos com célticos medievais assim como os que são apresentados nos tradicionais jogos Dungeons & Dragons e Magic: The Gathering, contundo, diferenciado que neste local, continente de Westeros, não há presença de criaturas encantadas a exemplo de elfos, ogros, ciclopes, apenas menções como "filhos das florestas" e "caminhantes brancos", sem especificar o que fato eram devido estarem extintos há milhares de séculos.

As Crônicas de Gelo e Fogo tenta quando pode aproximar suas tramas da realidade no qual onde os personagens não são a fiel personificação das pessoas boas ou más; os considerados bons são providos de crueldades da mesma maneira que os denominados vilões nutrem sentimentos honrosos como compaixão, tudo depende das circunstâncias, das ações e escolhas de cada um ou das Casas (termo usado para designar famílias nobres) dais quais pertençam e das alianças construídas a cada capítulo apresentando na visão de diferentes personagens.

Explorando de início uma suposta arquitetura para assassinar rei Robert Baratheon, protetor dos Setes Reinos de Westeros, podendo ter sido o real motivo para inesperada morte de Jon Arryn, antigo homem de confiança que ocupava o cargo de Mão do Rei, posto somente inferior ao do próprio rei e do exílio dos irmãos Viserys e Daenerys, últimos descendentes da Casa Targaryen, família que outrora governou os Sete Reinos por gerações, mas devido perder a guerra envolvendo o poder sobre o reino terminaram despostos e na grande maioria condenados à morte.

Partindo dessa premissa surgem pequenas estórias, no final todas se entrelaçam para um único desfecho, narrado diferente aspectos e particularidades não apenas dos envolvidos na guerra dos tronos, principalmente da Casa Stark, grande parte do livro tem como passagens ponto de vista de seus integrantes (Eddard Stark, Ayra Stark, Bran Stark, Sansa Stark, Catelyn Tully e Jon Snow) revelando segredos que podem mudar o rumo de todos e reiniciar a guerra pelo Trono de Ferro e consequentemente pelo reino.

Provido de passagens provocantes muitas vezes para o leitor envolvendo violência, sexo e traições o livro é um prato cheio aos adeptos desse tipo de trama onde existe constante mudanças já em relação ao pensamentos dos personagens quanto ao tenso clima enfrentados por diferentes grupos dando entender a instabilidade do reino seja no norte representada pela descomunal muralha de gelo guardada pela Patrulha da Noite, espécie de Legião Estrangeira, o castelo de Winterfell, capital do Norte sob governo da Casa Stark, quanto no sul.

A grande quantidade de figuras apresentadas nesse volume contribui para a complexidade que gira em torno dos mesmos, alguns deles são somente citados e às vezes fazendo paralelo com o passado relacionado com a unificação dos Sete Reinos e a guerra pelo trono a exemplo do rei Aerys II (o Rei Louco), príncipe Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark. Outros de menor participação também merecem destaque como Syrio Forel, professor de esgrima, e Sandor Clegane, guarda-costa do príncipe Joffrey Baratheon.

O que torna o exemplar de estreia das Crônicas de Gelo e Fogo tão atraente para leitura deve ao fato de não existir aquele personagem central, aqui são vários e paralelamente nenhum, enquanto alguns gozam de possuir suas vivências como ponto de partida para os capítulos não quer dizer que necessariamente sejam protagonistas, sendo destacado propriamente dito uma espécie elo a situações maiores e mais importantes do que podem expressar com seus pontos de vista ou problemas de cunho pessoais.

É bem verdade dizer que o grande astro e sem exagero são as regiões que formam Westeros e os Sete Reinos composta pela Muralha, Winterffel, o Vale, Correrrio e Porto Real; independente de qual seja a narração elas estão sempre presentes, desde os primórdios dos "Primeiros Homens" (as pessoas que povoaram o continente e possivelmente extinguiu os "filhos das florestas"), os antigos reinos independentes, a Era dos Heróis, a ascensão da Casa Targaryen e dos últimos dragões. Sendo dessa forma atemporais.

O livro agrada por tantas particularidades, ao mesmo tempo que propõe ser tenso revela um lado aventureiro partindo da experiência de algumas das crianças retratadas na estória, dramático ao ponto de sentir aflições de quem deveria ser inabalável, do passado inocente de pessoas maliciosas, do alto preço para conseguir respeito. Apesar de muitos insistirem em comparar com Senhor dos Anéis não há cabimento para tal, são dois universos diferentes, conceitos divergentes e objetivos contrários, um mostra a busca pela glória e o outro a fase decadente da honra.


DESTAQUE, EDDARD STARK

Se teve um personagem que chamou atenção em A Guerra dos Tronos foi lorde Eddard Stark, senhor de Winterffel e patriarca da Casa Stark. No capítulo referente apresentação dos personagens, na Terra do Norte, logo é dado como uma imponente figura e um dos responsáveis pela queda da Casa Targaryen.

Ao longo da estória envolve-se numa busca particular para desvendar o autor do atentado contra um de seus filhos, entretanto, depara com um terrível segredo que pode destruir a base do reino além de ser alvo de inimigos disfarçados de amigos na cidade de Porto Real, sede do governo e do Trono de Ferro.

Tanto impeto pode terminar custando ao grande senhor sacrifícios para si quanto para sua família e o rei, com quem foi criado como irmão na juventude, podendo arruinar sua trajetória como grande guerreiro. Amor, família e honra fazem parte da índole de Lorde Eddard.