sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mostra de filmes no Cinema da Fundação

O público pernambucano que gosta da sétima arte em geral e não apenas dos filmes mostrados em circuito comercial tradicional durante esse mês, entre 16 a 22, poderá conferir no Cinema da Fundação, bairro do Derby, uma seleção especial de produções exibidas em alguns importantes festivais a exemplo de Cannes e Toronto, respectivamente representado por The Bling Ring (2013) e Frances Ha (2013) além do tão comentado documentário Doméstica (2013), e de Branca de Neve (2013) ou no original Blancanieves, indicado esse ano ao Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro representando a Espanha.

A mostra começa nesta sexta-feira a partir das 15h com a produção espanhola do cineasta Pablo Berger, em seu segundo longa na direção, trazendo uma releitura do clássico atemporal dos irmãos Grimm, sendo protagonizado pela atriz Maribel Verdú, conhecida pelo trabalho realizado em O Labirinto do Fauno (2006) ao viver a cozinheira de personalidade forte Mercedes, uma das principais coadjuvantes; e seguindo com três exibições do drama The Bling Ring, novo projeto da diretora Sofia Coppola que também assina o roteiro e produção.

Durante o período os ingressos podem ser comprados na bilheteria do local por R$ 8 (R$ 4 meia), em funcionamento momentos antes de serem exibidos. Uma experiência válida para quem busca ver algo diferente, não tão comum apresentado nos cinemas convencionais, exceto as sessões de arte, pouco divulgadas e normalmente em horários complicados, dando a oportunidade para quem quer conhecer novas vertentes cinematográficas.


The Bling Ring - A Gangue de Hollywood. (2013)
Duração: 90 minutos. Faixa Etária: 16 anos. Distribuição: Diamond Films.
Direção: Sofia Coppola. Elenco: Katie Chang, Emma Watson, Israel Broussard, Taissa Farmiga.
Gênero: Drama/Suspense.

Sinopse: Inspirado em fatos reais que retrata um grupo de jovens californianos que invadia a casa das celebridades de Hollywood, incluindo a socialite Paris Hilton, devido tamanha obsessão pela fama e glamour. Liderados por Rebecca (Katie Chang), uma garota de gosto excêntrico e fútil, através da internet rastreavam as moradias dos famosos para invadir e roubar suas residencias com o simples intuito de aproveitarem os pertences e se glorificarem com o feito.





Frances Ha. (2013)
Duração: 86 minutos. Faixa Etária: 14 anos. Distribuição: Vitrine Filmes.
Direção: Noah Baumbach. Elenco: Greta Gerwig, Mickey Sumner, Adam Driver.
Gênero: Comédia Dramática.

Sinopse: Frances (Greta Gerwig) é uma ambiciosa dançarina aprendiz numa importante companhia de dança, que tem de se contentar com muito menos reconhecimento do que gostaria. Mesmo assim ela leva a vida de maneira leve e otimista. 




Branca de Neve. (2013)
Duração: 87 minutos. Faixa Etária: 14 anos. Distribuição: Imovision.
Direção: Pablo Berger. Elenco: Maribel Verdú, Ángela Molina, Macarena García, Pere Ponce.
Gênero: Drama.

Sinopse: Servilha, Espanha, 1920. Carmen viveu toda infância com a terrível madrasta Encarna (Maribel Verdú). Cansada da repressão a jovem resolve fugir de casa para viver suas aventuras como toureira, na intenção de esquecer o passado. Durante a aventura recebe a ajuda de sete anões toureiros, que decidem protegê-la a todo custo.





Doméstica. (2013)
Duração: 76 minutos. Faixa Etária: Livre. Distribuição: Vitrine Filmes.
Direção: Gabriel Mascaro. Elenco: Dilma dos Santos, Flávia Santos, Helena Araújo.
Gênero: Documentário.

Sinopse: Durante uma semana, sete jovens tornaram-se cineastas amadores e filmaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. O material foi entregue ao diretor Gabriel Mascaro que copilou os momentos mais marcantes nesse documentário.


 A programação segue a partir dessa sexta até a próxima quinta-feira, contudo, na segunda não haverá exibições, sendo retomada na terça-feira. Para maiores informações podem acessar o blog oficial do Cinema da Fundação.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

A vez dos Jaegers

Não é de hoje que filmes contendo robôs e monstros gigantescos estão em evidência no cinema e na televisão, por volta dos anos 50 do século XX tivemos a primeira aparição do icônico Godzilla, em 1960 o nostálgico Ultraman começava a fazer uma fiel legião de fãs que se estenderia pelas décadas seguintes, durante o período de 1990 os Power Rangers, na época grande sucesso junto ao público infantil, ganhava seu primeiro longa-metragem além da série televisiva, todos podendo ser considerados de grande importância decorrente os momentos vividos.

Nos últimos anos com surgimento das aventuras live-acions da cinessérie Transformers, baseada num seriado animado originalmente de 1984, os gigantes cibernéticos novamente voltaram despontar no cenário cinematográfico, considerado por muitos cinéfilos a produção com assinatura do diretor Michael Bay e produção Steven Spielberg é vista com maus olhos não devido a qualidade visual, esse ponto é inegável toda minuciosidade, mas pelo roteiro frouxo e pouco convincente onde tudo é resumido a tiros, explosões, piadas clichês sem grande sentido.

Agora pelas mãos do versátil Gillermo Del Toro a onda de robôs colossais ganhou seu mais novo segmento nas grandes telas, Círculo de Fogo, ou no título original, Pacific Rim, ambientado num futuro a beira do apocalipse onde o planeta passa sofrer ataques dos misteriosos Kaijus, criaturas emergidas de uma fenda localizada no oceano pacífico, e para combatê-los são construídos os Jaegers, controlados por uma dupla de pilotos que tem como objetivo proteger a humanidade no qual cada país envolvido no projeto tem ao menos uma unidade robótica.

A premissa apresentada na recente produção da Warner Bros. é similar ao anime Neon Genesis Evangelion, sendo o mundo invadido por seres conhecidos como "Anjos" e defendidos pelos EVAs controlados por pilotos, aqui adolescentes. A semelhança não fica somente nas criaturas, contudo, também na narrativa priorizando o desenvolvimento psicológico dos principais personagens e suas motivações, na animação chega ser perturbador o andamento da estória, culminando com um embate filosófico, mas no longa não chega seguir afinco esse caminho.

Para quem gosta de filmes pipocas que contenha algum conteúdo, além da diversão proposta, essa nova empreitada do realizador do cultuado Labirinto do Fauno (2006) acerta em cheio ao conseguir mesclar diferentes aspectos sendo as excelentes sequências de ação, roteiro conciso, personagens interessantes, incluindo o manjado alívio cômico, todos elementos devidamente encaixados. Pode não ser um dos melhores filmes do ano, e nem tem essa pretensão, para os mais descuidados talvez nem soubesse da existência, contudo, agrada pelo resultado final.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Porto de Galinhas: Uma praia com seus encantos

Apesar do inverno ser a estação predominante por esses meses em Recife e todo restante da região, tornando dessa forma passeios as principais praias urbanas como Boa Viagem, Pina e Piedade inviáveis (ao menos para mim), por conter certo risco a saúde, não somente ligado a possíveis ataques de tubarões (essa é a menor das razões), mas estar exposto contrair doenças a exemplo de pano branco, micose e toxoplasmose, a solução encontrada muitas vez para poder aproveitar o mar é seguir para rotas alternativas, dentre algumas: Marinha Farinha, Calhetas, Coroa do Avião e claro Porto de Galinhas.

Eleita em diversas oportunidades como a melhor praia do Brasil, chegando a ficar por dez anos consecutivos em primeiro lugar no ranking da revista Viagem e Turismo, editora Abril, Porto de Galinhas ganhou inúmeras definições entre elas "pedacinho do Caribe" devido água cristalina, brisa suave, incontáveis bares, restaurantes, pousadas e da famosa casa noturna Birosca da Cachaça (parada obrigatória para estiver pela vila durante a noite) transformou a localidade num dos pontos mais disputados pelos turistas que visitam Pernambuco assim como moradores de outras regiões do estado.

Mesmo em época de baixa estação a praia de nome curioso ligado ao período colonial vive repleta de pessoas que aproveitam a inter-temporada para circular pela vila, conhecer o centro comercial, visitar alguns dos ateliês presentes, explorar programas ligados ao ecoturismo como mergulho nas piscinas naturais, trilhas pelo mangue e mata atlântica, passeios de jangada e bugres. Tamanho status também seus pontos negativos a exemplo de preços exorbitantes seja em alimentação, transporte e nas famosas lembrancinhas, chegando cobrar até o preço de R$ 80 numa camiseta t-shirt (convenhamos é um valor alto demais).

Outro aspecto nada bom é a má conservação de parte de algumas vias por parte do governo municipal, cidade de Ipojuca, pouco iluminadas quando a noite chega, esburacadas e em alguns casos não asfaltadas, dificultando a locomoção dos indivíduos que lá vão e também dos possíveis riscos de assaltos, sem contar problemas estruturais de algumas praças, muitas tomadas pelo mato, e de falta de limpeza urbana, existe ruas bastante sujas além dos constantes engarrafamos para conseguir chegar ao local devido problemas na estrada estadual, PE-38, responsabilidade do governo de Pernambuco, que permite acesso à praia.

Contudo, não podemos esquecer que tais dificuldades não são exclusividade de Porto de Galinhas, praticamente em todo o país há problemas em pontos turísticos seja em Pernambuco, Natal, Espirito Santo, Rio de Janeiro ou qualquer outra, mas a programação quando bem feita e atento eventuais problemáticas torna-se um passeio agradável e proveitoso em todos os sentidos nele a espaço para todos os gostos e estilos, indo desde pessoas com a simples vontade de conhecer, passando pelos o que procuraram algum atrativo presente na praia. No mais é ir, explorar e tentar se divertir.