domingo, 14 de setembro de 2014

Sem personalidade e sem qualidade

O que esperar de um jogo onde o prometido era ação desenfreada mesclando bons momentos de explosões, tiroteios e sequências de artes maciais? No mínimo algo descente e que pudesse entreter o gamer pelas horas de jogo adentro. Mas, não é isso que ocorre em Dead to Rights: Retribution, série iniciada originalmente para os consoles de duas gerações atrás, e lá foi muito bem recebido, contudo, após o primeiro lançamento a franquia foi perdendo força apresentando novos títulos cada vez mais irregulares culminando finalmente com o decepcionante Retribution.

A premissa chega ser interessante, policial durão acompanhado somente de seu parceiro canino busca desmantelar o crime organizado de uma grande cidade, algo muito parecido com os jogos de ação dos anos 80 e 90 no melhor estilo beat' em up a exemplo de Double Dragon, Street of Rage e Cadillac Dinossauro (Cadillacs and Dinosaurs) só que a saudosista linha retrô logo é desfeita nos primeiros segundos com uma abertura digna de pena por tamanha pobreza gráfica: mau renderizado, iluminação falha e personagens sem grandes detalhes e variações faciais.

Para consoles como PS3 e Xbox 360 chega ser uma afronta tal resultado em época de avanços constantes, aqui não há nada de novo ou interessante, os vilões não conseguem interagir com a situação, ficam estéticos, sendo acionados quando o personagem principal avança nos desafios, mesmo assim precisa estar dentro de seu campo de deslocamento, caso não, nada fará e isso nas atuais circunstâncias soa como um erro amador tirando a veracidade proposta dos games a partir dessa geração.

Fica claro o pouco cuidado dado, a ambientação apresenta erros geométricos, de continuidade, cenários com poucas texturas, os figurantes todos tem formas quadradas e praticamente sem expressões e até as cutscenes, hoje em dia caprichadíssimas neste jogo não teve seu devido valor resultando numa tentativa infeliz de aproximar do mundo cinematográfico deixando escancarado as limitações de sua equipe de produção, desenvolvida pela japonesa Namco, mesma responsável pela série de luta Tekken.

Outro aspecto, esse bem mais relevante, também é sofrível, a jogabilidade. Confusa ela compromete o andamento da trama, apesar do tutorial e da listagem de movimentos com combos teoricamente simples, na prática é extremamente complicados de aplicar já que não há sitônia entre mesclar os socos e pontapés com tiros de maneira ágil, o jogador perde tempo até adaptar-se aos comandos e ainda assim com alguma dificuldade numa área que deveria ser de fácil manuseio para dar ao gamer algum prazer em jogar.

Em resumo, Dead to Rights: Retribution é um game frágil sem qualquer tipo de polimento para dar alguma melhora, tenda se basear no sistema apresentado em jogos já consagrados como a série Batman Arkham e God of War, entretanto, falho, ruim e pouco inovador não consegue se quer prender a atenção de quem tenta jogar, tendo somente um ponto positivo, sua trilha sonora, no demais é enfadonho e vexatório, por hora (e que assim seja) encerrando de maneira melancólica uma série que tinha tudo para ser um grande marco do gênero ação porradaria.

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"O pensamento é o ensaio da ação." (Sigmund Freud)
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